domingo, 7 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Comissão do pacto federativo discute FPE e ‘royalties’ na segunda-feira!
A comissão de especialistas que analisa propostas para um novo pacto Federativo volta a se reunir na segunda-feira (1) para debater mudanças nas regras para partilha dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos royalties do petróleo.
Presidida pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim e formada por 14 especialistas, a comissão foi criada pelo presidente do Senado, José Sarney, com a missão de apresentar propostas para reduzir o desequilíbrio federativo no Brasil.
Além de novas regras para o FPE e para a divisão dos royalties do petróleo, a comissão também priorizou a análise de indexadores das dívidas dos estados junto à União e medidas para acabar com a guerra fiscal entre as unidades da federação.
Com relação ao critério para distribuição dos recursos do FPE, dois modelos estão em discussão na comissão: o que busca equalizar as receitas estaduais e o que se baseia em indicadores de desenvolvimento.
No primeiro modelo, a distribuição dos recursos do fundo é feita de forma a tornar mais uniforme a receita per capita dos estados, com maior transferência para aquele com menor receita. Já o segundo modelo é focado em indicadores que indiretamente apontem os estados mais necessitados de receita, como renda per capita e tamanho da população, entre outros.
A Comissão do Pacto Federativo ainda analisa prós e contras de cada modelo e, de acordo com o relator do grupo, o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, o resultado pode ser uma combinação dos dois.
De toda forma, parece haver consenso no grupo no sentido de que, qualquer que seja a solução adotada, não deverá representar perda real para nenhum estado e deverá prever mecanismo de transição, para evitar mudanças bruscas na passagem para o novo modelo.
Outro aspecto consensual entre os membros da comissão é a preocupação com a urgência que o tema requer, devido a entendimento do STF de que as normas atuais só valerão até 31 de dezembro. Depois dessa data, caso não se chegue a novas regras, estarão suspensas as transferências para os estados.
Quanto aos critérios para partilha dos recursos do petróleo, a proposta a ser apresentada pelos especialistas deverá estar condicionada à decisão sobre o FPE. Isso porque o projeto que trata dos royalties (PL 2.565/2011) prevê que parte significativa dos recursos seja distribuída de acordo com critérios adotados para o fundo.
O projeto que trata dos royalties já foi aprovado no Senado e aguarda deliberação do Plenário da Câmara dos Deputados. A Comissão do Pacto Federativo discute mecanismos para que estados que perderem com o FPE possam ser compensados na partilha dos royalties.
Em reunião anterior da comissão, foi consenso proposta de troca do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), hoje usado para correção das dívidas dos estados junto à União, pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Pela proposta, a taxa de juros seria fixa, em 3% ao ano – metade da cobrada hoje – e o comprometimento da receita líquida real das unidades federativas com o pagamento da dívida cairia dos atuais 13% para no máximo 11%. Os especialistas também propõem alterar o prazo máximo para pagamento de saldo devedor.
Os contratos firmados entre estados e União, com base na Lei 9.496/1997, preveem 30 anos de prazo de pagamento. Após esse período e havendo valores residuais, a lei prevê mais dez anos para quitação. Na proposta dos especialistas, esse prazo para quitar o saldo residual pode desaparecer, ficando estabelecido o pagamento conforme o limite de comprometimento, no tempo necessário.
A dívida total dos governos estaduais, sem contar as estatais, somava quase R$ 453,5 bilhões em dezembro de 2011, conforme texto do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Senado, sendo a União credora de 90% desse montante. Os demais 10% representavam dívidas bancárias e dívidas externas.
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram 90% dos valores renegociados e lideram movimento pela mudança do índice, sendo os governos mineiro e gaúcho os que apresentam maior comprometimento de caixa com o pagamento da dívida.
Para eliminar distorções e disciplinar a competição fiscal entre os estados, os especialistas devem apresentar, na forma de anteprojeto, regra prevendo que isenção e benefício fiscal só podem ser autorizados mediante aprovação unânime pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz).
Quanto às situações que fugiriam a essa unanimidade, os especialistas pretendem “dar um contorno mais moderno às exceções hoje existentes na lei”, segundo explicação de Everardo Maciel. A proposta deve incluir a conceituação de isenção, incentivo e benefício fiscal, especificando então a forma pela qual vai se deliberar sobre cada um.
Ainda de acordo com o relator, o texto deve prever um “regime extremamente duro”, que impeça os 26 estados e o Distrito Federal de concederem benefícios fiscais ilegais no âmbito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), um dos principais instrumentos usados na guerra fiscal entre estados.
Criada em 15 de março, a Comissão Especial do Pacto Federativo teve os trabalhos estendidos até o final de outubro. A data inicialmente marcada para encerramento das atividades era 22 de setembro.
Os especialistas apresentarão ao presidente José Sarney anteprojetos tratando dos temas priorizados, que serão posteriormente transformados em projetos de lei e analisados pelos senadores.
Presidida pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim e formada por 14 especialistas, a comissão foi criada pelo presidente do Senado, José Sarney, com a missão de apresentar propostas para reduzir o desequilíbrio federativo no Brasil.
Além de novas regras para o FPE e para a divisão dos royalties do petróleo, a comissão também priorizou a análise de indexadores das dívidas dos estados junto à União e medidas para acabar com a guerra fiscal entre as unidades da federação.
Fundo dos estados
No primeiro modelo, a distribuição dos recursos do fundo é feita de forma a tornar mais uniforme a receita per capita dos estados, com maior transferência para aquele com menor receita. Já o segundo modelo é focado em indicadores que indiretamente apontem os estados mais necessitados de receita, como renda per capita e tamanho da população, entre outros.
A Comissão do Pacto Federativo ainda analisa prós e contras de cada modelo e, de acordo com o relator do grupo, o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, o resultado pode ser uma combinação dos dois.
De toda forma, parece haver consenso no grupo no sentido de que, qualquer que seja a solução adotada, não deverá representar perda real para nenhum estado e deverá prever mecanismo de transição, para evitar mudanças bruscas na passagem para o novo modelo.
Outro aspecto consensual entre os membros da comissão é a preocupação com a urgência que o tema requer, devido a entendimento do STF de que as normas atuais só valerão até 31 de dezembro. Depois dessa data, caso não se chegue a novas regras, estarão suspensas as transferências para os estados.
Royalties
O projeto que trata dos royalties já foi aprovado no Senado e aguarda deliberação do Plenário da Câmara dos Deputados. A Comissão do Pacto Federativo discute mecanismos para que estados que perderem com o FPE possam ser compensados na partilha dos royalties.
Dívidas dos estados
Pela proposta, a taxa de juros seria fixa, em 3% ao ano – metade da cobrada hoje – e o comprometimento da receita líquida real das unidades federativas com o pagamento da dívida cairia dos atuais 13% para no máximo 11%. Os especialistas também propõem alterar o prazo máximo para pagamento de saldo devedor.
Os contratos firmados entre estados e União, com base na Lei 9.496/1997, preveem 30 anos de prazo de pagamento. Após esse período e havendo valores residuais, a lei prevê mais dez anos para quitação. Na proposta dos especialistas, esse prazo para quitar o saldo residual pode desaparecer, ficando estabelecido o pagamento conforme o limite de comprometimento, no tempo necessário.
A dívida total dos governos estaduais, sem contar as estatais, somava quase R$ 453,5 bilhões em dezembro de 2011, conforme texto do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Senado, sendo a União credora de 90% desse montante. Os demais 10% representavam dívidas bancárias e dívidas externas.
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram 90% dos valores renegociados e lideram movimento pela mudança do índice, sendo os governos mineiro e gaúcho os que apresentam maior comprometimento de caixa com o pagamento da dívida.
Guerra fiscal
Quanto às situações que fugiriam a essa unanimidade, os especialistas pretendem “dar um contorno mais moderno às exceções hoje existentes na lei”, segundo explicação de Everardo Maciel. A proposta deve incluir a conceituação de isenção, incentivo e benefício fiscal, especificando então a forma pela qual vai se deliberar sobre cada um.
Ainda de acordo com o relator, o texto deve prever um “regime extremamente duro”, que impeça os 26 estados e o Distrito Federal de concederem benefícios fiscais ilegais no âmbito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), um dos principais instrumentos usados na guerra fiscal entre estados.
Prorrogação dos trabalhos
Os especialistas apresentarão ao presidente José Sarney anteprojetos tratando dos temas priorizados, que serão posteriormente transformados em projetos de lei e analisados pelos senadores.
Abertura do processo de impeachment de Collor completa 20 anos!
Há 20 anos uma votação no Plenário da Câmara fez história. O voto do então deputado Paulo Romano (PFL-MG) completou os 336 votos necessários para abrir o processo que resultou no impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello.
A votação, pela abertura do processo de crime de responsabilidade, somou 441 votos a favor, 38 contra, 1 abstenção e 23 ausências.
O voto de Paulo Romano foi proferido às 18h50 do dia 29 de setembro de 1992. O Plenário cantou o Hino Nacional. "Pela ética, mas em nome desta Casa e do povo brasileiro, saibamos ser coerentes. Meu voto pela dignidade, por aquilo que Minas Gerais representa, é sim. Viva o Brasil!"
Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente da República escolhido pelo povo em eleição direta após a ditadura militar. Ex-deputado federal e ex-governador de Alagoas, Collor venceu outros 24 candidatos nas eleições de 1989. Disputou o segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, seu mandato teve curta duração: 2 anos e 7 meses.
O processo político do impeachment estendeu-se por sete meses, de 1º de junho (data de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito no Congresso) a 29 de
dezembro de 1992 (data em que Collor renunciou ao mandato).
CPMI no Congresso
A CPMI foi instalada no Congresso Nacional para apurar fatos contidos nas denúncias feitas por Pedro Collor à revista Veja. O irmão do então presidente questionou a legalidade das atividades do tesoureiro da campanha de Collor, Paulo César Farias. Segundo Pedro Collor, PC Farias era "testa de ferro" do então presidente.
A Câmara dos Deputados, por sua vez, criou uma comissão especial para dar parecer sobre a denúncia por crime de responsabilidade oferecida pelos então presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavenère.
As denúncias não tinham sido comprovadas, até que surge a figura de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. O motorista dá ao Congresso pistas do esquema de extorsão comandado por PC Farias e uma série de contas fantasmas aparece em bancos de todo o País. Entre os beneficiários do esquema estariam a ex-mulher do presidente Rosane Collor e a mãe dele.
Após as denúncias, a CPI mista aprovou o relatório em que acusa o então presidente de receber dinheiro do esquema PC. Collor reage e, na televisão, pede ao povo que se vista com as cores verde e amarelo, para demonstrar apoio a seu mandato. "Não me deixem só, eu preciso de vocês."
Caras-pintadas
Em 16 de agosto de 1992, no entanto, a população tomou as ruas vestida de preto. Os chamados "caras-pintadas" gritavam palavras de ordem do movimento Fora Collor.
Depois de a Câmara aprovar a abertura do processo, em 29 de setembro de 1992, Collor se afastou do Planalto.
No Senado, o impeachment foi aprovado em 30 de dezembro, por 76 votos a 3. No dia anterior, o presidente renunciou ao cargo, mas não escapou do processo. O vice, Itamar Franco, tomou posse em definitivo e Collor teve seus direitos políticos cassados até o ano de 2000.
Em 1994, Fernando Collor obteve uma vitória jurídica: foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Em 2006, foi eleito senador pelo PRT de Alagoas. Assim que tomou posse no Senado, em 1º de fevereiro de 2007, migrou para o PTB.
O senador Fernando Collor foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado. Segundo a assessoria, ele está incomunicável no interior de Alagoas.
A votação, pela abertura do processo de crime de responsabilidade, somou 441 votos a favor, 38 contra, 1 abstenção e 23 ausências.
O voto de Paulo Romano foi proferido às 18h50 do dia 29 de setembro de 1992. O Plenário cantou o Hino Nacional. "Pela ética, mas em nome desta Casa e do povo brasileiro, saibamos ser coerentes. Meu voto pela dignidade, por aquilo que Minas Gerais representa, é sim. Viva o Brasil!"
Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente da República escolhido pelo povo em eleição direta após a ditadura militar. Ex-deputado federal e ex-governador de Alagoas, Collor venceu outros 24 candidatos nas eleições de 1989. Disputou o segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, seu mandato teve curta duração: 2 anos e 7 meses.
O processo político do impeachment estendeu-se por sete meses, de 1º de junho (data de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito no Congresso) a 29 de
dezembro de 1992 (data em que Collor renunciou ao mandato).
CPMI no Congresso
A CPMI foi instalada no Congresso Nacional para apurar fatos contidos nas denúncias feitas por Pedro Collor à revista Veja. O irmão do então presidente questionou a legalidade das atividades do tesoureiro da campanha de Collor, Paulo César Farias. Segundo Pedro Collor, PC Farias era "testa de ferro" do então presidente.
A Câmara dos Deputados, por sua vez, criou uma comissão especial para dar parecer sobre a denúncia por crime de responsabilidade oferecida pelos então presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavenère.
As denúncias não tinham sido comprovadas, até que surge a figura de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. O motorista dá ao Congresso pistas do esquema de extorsão comandado por PC Farias e uma série de contas fantasmas aparece em bancos de todo o País. Entre os beneficiários do esquema estariam a ex-mulher do presidente Rosane Collor e a mãe dele.
Após as denúncias, a CPI mista aprovou o relatório em que acusa o então presidente de receber dinheiro do esquema PC. Collor reage e, na televisão, pede ao povo que se vista com as cores verde e amarelo, para demonstrar apoio a seu mandato. "Não me deixem só, eu preciso de vocês."
Caras-pintadas
Em 16 de agosto de 1992, no entanto, a população tomou as ruas vestida de preto. Os chamados "caras-pintadas" gritavam palavras de ordem do movimento Fora Collor.
Depois de a Câmara aprovar a abertura do processo, em 29 de setembro de 1992, Collor se afastou do Planalto.
No Senado, o impeachment foi aprovado em 30 de dezembro, por 76 votos a 3. No dia anterior, o presidente renunciou ao cargo, mas não escapou do processo. O vice, Itamar Franco, tomou posse em definitivo e Collor teve seus direitos políticos cassados até o ano de 2000.
Em 1994, Fernando Collor obteve uma vitória jurídica: foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Em 2006, foi eleito senador pelo PRT de Alagoas. Assim que tomou posse no Senado, em 1º de fevereiro de 2007, migrou para o PTB.
O senador Fernando Collor foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado. Segundo a assessoria, ele está incomunicável no interior de Alagoas.
Continua:
Reportagem – Idhelene Macedo/Rádio Câmara
Edição – Pierre Triboli
Edição – Pierre Triboli
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Dez fatos pouco conhecidos sobre o Sistema Solar!
Professor de astronomia lista curiosidades sobre o universo. Planeta Terra está dentro do Sol e há vulcões de água em satélites
(O Globo) Sabia que o planeta mais quente não é o mais próximo do Sol? E que há rochas de Marte que caíram no planeta Terra? Professor de astronomia do Community College of Aurora, Victor Andersen listou no portal Earth Sky "dez coisas que você pode não saber sobre o Sistema Solar".
1) O planeta mais quente não é o mais próximo do Sol: — Muitas pessoas sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. É normal assumir, portanto, que é o mais quente do Sistema Solar. Mercúrio não tem, porém, uma atmosfera, ou seja, não possui uma manta térmica para ajudar a manter o calor da estrela. Vênus, por outro lado (30 milhões de quilômetros mais longe do Sol do que o vizinho), está envolto em uma atmosfera espessa (cem vezes mais do que a Terra) e é constituído quase inteiramente por dióxido de carbono, um gás de efeito estufa. A temperatura máxima pode chegar a 468º C, que derrete estanho e chumbo."
2) Plutão é menor do que os EUA: — A maior distância entre os estados americanos é de quase 4.670 quilômetros (do norte da Califórnia ao Maine). Pelas estimativas atuais, Plutão tem apenas pouco mais de 2.253 quilômetros de diâmetro, menos da metade da largura dos Estados Unidos."
3) George Lucas não entende muito sobre "campos de asteróides": — Em muitos filmes de ficção científica as naves espaciais são ameaçadas por campos de asteróides. Na realidade, o cinturão de asteróides que conhecemos existe apenas entre Marte e Júpiter e, embora existam dezenas de milhares deles, estão bastante espaçados e a probabilidade de colidir com um é pequena."
4) Você pode ter vulcões com a água como magma:— Mencionam vulcões e todos pensam imediatamente no Monte Vesúvio ou talvez na caldeira de lava do Mauna Loa, no Havaí. Afinal, tais fenômenos exigem rocha derretida chamada lava, certo? Não é verdade. Um vulcão se forma quando um reservatório subterrâneo de um mineral ou de gás quente irrompe sobre a superfície de um planeta. Na lua de Saturno (Enceladus) e na lua de Netuno (Triton) a força motriz é o bom e velho gelo. A água se expande quando se congela e uma enorme pressão pode se acumular, como um vulcão na Terra."
5) O fim do Sistema Solar é mil vezes mais distante do que Plutão:— Ensina-se que o Sistema Solar vai até a órbita de Plutão. Hoje, questiona-se até a o fato deste planeta ser realmente um planeta, mas a impressão continua. Ainda assim, já descobrimos vários objetos que orbitam o Sol e são consideravelmente mais distantes que Plutão."
6) Quase tudo na Terra é um elemento raro:— A composição elementar da Terra é na maior parte oxigênio, ferro, silício, magnésio, enxofre, níquel, cálcio, sódio e alumínio. Embora tais elementos tenham sido detectados em diversas partes do universo, são ofuscados pela abundância esmagadora de hidrogênio e hélio. "
7) Existem rochas de Marte na Terra (e não trouxemos aqui!):— A análise química de meteoritos encontrados na Antártica, no deserto do Saara e em outros lugares provou, por vários meios, que se originaram em Marte. Alguns contêm bolsões de gás quimicamente idênticos à atmosfera marciana."
8) Júpiter tem o maior oceano de todo o planeta:— Orbitando em um espaço frio e cinco vezes mais distante do Sol que a Terra, Júpiter manteve níveis bem mais elevados de hidrogênio e hélio quando se formou do que o nosso planeta, Na verdade, é composto principalmente destes dois elementos. Dada a massa e a composição química, o hidrogênio se transforma em líquido. Modelos de computador mostram que não apenas tem o maior oceano conhecido do Sistema Solar, como tem cerca de 40 mil quilômetros de profundidade."
9) Mesmo organismos muito pequenos podem ter luas:— Antigamente pensava-se que apenas objetos grandes, como planetas, poderiam ter satélites naturais. Em 1993, porém, a sonda Galileu passou a 32 quilômetros de distância do asteróide Ida e descobriu uma lua de 1.600 metros de largura, o Dactyl. Desde então foram descobertos satélites em cerca de 200 outros objetos menores."
10) Nós vivemos dentro do Sol:— Normalmente pensamos o Sol como aquela bola grande de luz quente bem distante. Só que, na verdade, a atmosfera externa da estrela se estende muito além de sua superfície visível. Nosso planeta orbita dentro dela. As auroras solares já foram observadas em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno."
(O Globo) Sabia que o planeta mais quente não é o mais próximo do Sol? E que há rochas de Marte que caíram no planeta Terra? Professor de astronomia do Community College of Aurora, Victor Andersen listou no portal Earth Sky "dez coisas que você pode não saber sobre o Sistema Solar".
1) O planeta mais quente não é o mais próximo do Sol: — Muitas pessoas sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. É normal assumir, portanto, que é o mais quente do Sistema Solar. Mercúrio não tem, porém, uma atmosfera, ou seja, não possui uma manta térmica para ajudar a manter o calor da estrela. Vênus, por outro lado (30 milhões de quilômetros mais longe do Sol do que o vizinho), está envolto em uma atmosfera espessa (cem vezes mais do que a Terra) e é constituído quase inteiramente por dióxido de carbono, um gás de efeito estufa. A temperatura máxima pode chegar a 468º C, que derrete estanho e chumbo."
2) Plutão é menor do que os EUA: — A maior distância entre os estados americanos é de quase 4.670 quilômetros (do norte da Califórnia ao Maine). Pelas estimativas atuais, Plutão tem apenas pouco mais de 2.253 quilômetros de diâmetro, menos da metade da largura dos Estados Unidos."
3) George Lucas não entende muito sobre "campos de asteróides": — Em muitos filmes de ficção científica as naves espaciais são ameaçadas por campos de asteróides. Na realidade, o cinturão de asteróides que conhecemos existe apenas entre Marte e Júpiter e, embora existam dezenas de milhares deles, estão bastante espaçados e a probabilidade de colidir com um é pequena."
4) Você pode ter vulcões com a água como magma:— Mencionam vulcões e todos pensam imediatamente no Monte Vesúvio ou talvez na caldeira de lava do Mauna Loa, no Havaí. Afinal, tais fenômenos exigem rocha derretida chamada lava, certo? Não é verdade. Um vulcão se forma quando um reservatório subterrâneo de um mineral ou de gás quente irrompe sobre a superfície de um planeta. Na lua de Saturno (Enceladus) e na lua de Netuno (Triton) a força motriz é o bom e velho gelo. A água se expande quando se congela e uma enorme pressão pode se acumular, como um vulcão na Terra."
5) O fim do Sistema Solar é mil vezes mais distante do que Plutão:— Ensina-se que o Sistema Solar vai até a órbita de Plutão. Hoje, questiona-se até a o fato deste planeta ser realmente um planeta, mas a impressão continua. Ainda assim, já descobrimos vários objetos que orbitam o Sol e são consideravelmente mais distantes que Plutão."
6) Quase tudo na Terra é um elemento raro:— A composição elementar da Terra é na maior parte oxigênio, ferro, silício, magnésio, enxofre, níquel, cálcio, sódio e alumínio. Embora tais elementos tenham sido detectados em diversas partes do universo, são ofuscados pela abundância esmagadora de hidrogênio e hélio. "
7) Existem rochas de Marte na Terra (e não trouxemos aqui!):— A análise química de meteoritos encontrados na Antártica, no deserto do Saara e em outros lugares provou, por vários meios, que se originaram em Marte. Alguns contêm bolsões de gás quimicamente idênticos à atmosfera marciana."
8) Júpiter tem o maior oceano de todo o planeta:— Orbitando em um espaço frio e cinco vezes mais distante do Sol que a Terra, Júpiter manteve níveis bem mais elevados de hidrogênio e hélio quando se formou do que o nosso planeta, Na verdade, é composto principalmente destes dois elementos. Dada a massa e a composição química, o hidrogênio se transforma em líquido. Modelos de computador mostram que não apenas tem o maior oceano conhecido do Sistema Solar, como tem cerca de 40 mil quilômetros de profundidade."
9) Mesmo organismos muito pequenos podem ter luas:— Antigamente pensava-se que apenas objetos grandes, como planetas, poderiam ter satélites naturais. Em 1993, porém, a sonda Galileu passou a 32 quilômetros de distância do asteróide Ida e descobriu uma lua de 1.600 metros de largura, o Dactyl. Desde então foram descobertos satélites em cerca de 200 outros objetos menores."
10) Nós vivemos dentro do Sol:— Normalmente pensamos o Sol como aquela bola grande de luz quente bem distante. Só que, na verdade, a atmosfera externa da estrela se estende muito além de sua superfície visível. Nosso planeta orbita dentro dela. As auroras solares já foram observadas em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno."
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Comerciante nega envolvimento com Cachoeira e parlamentares querem Delta no foco da CPI!
Única dos três convocados a falar à CPI do Cachoeira nesta quarta-feira (15), a comerciante Roseli Pantoja da Silva negou qualquer envolvimento com o esquema criminoso do contraventor Carlos Augusto Ramos e disse que teve o nome usado indevidamente para colocá-la como sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções, tida como fantasma pela Polícia Federal.
O depoimento de Roseli convenceu os parlamentares, e alguns chegaram a alertar para a importância de a construtora Delta – apontada pela Polícia Federal como ligada às empresas fantasmas de Cachoeira – ser investigada em âmbito nacional. Para estes deputados e senadores, as investigações da CPI devem obrigatoriamente ir além da região Centro-Oeste.
– Dezesseis empresas fantasmas movimentaram quase R$ 300 milhões com repasses da Delta. Cachoeira é peixe pequeno neste esquema. A Delta é o centro desta organização criminosa e precisa ser investigada. Como Roseli, outras pessoas foram usadas pelo bando – opinou o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).
O senador Pedro Taques (PDT-MT) tem opinião semelhante. Para ele, o principal alvo da CPI deve ser a Delta:
– O Cachoeira nesta relação é apenas um instrumento. O principal é a Delta. Não dá para limitar as investigações ao Centro-oeste – argumentou.
Logo no início do depoimento, Roseli alertou que dados pessoais dela não coincidiam totalmente com os da Polícia Federal e com os da CPI, o que provocou espanto dos parlamentares. Primeiramente, ela corrigiu a grafia do nome, que é com “I” e não com “Y”; depois não reconheceu o número do CPF apresentado a ela pelo relator Odair Cunha (PT-MG).
– Isso mostra o nível de complexidade da quadrilha. Eles pegaram nomes parecidos e criaram um CPF válido, no endereço dela. Roseli foi usada de forma criminosa pela organização de Cachoeira – avaliou o relator.
Para o deputado, ficou claro que a quadrilha pode ter utilizado os documentos de Roseli para a criação da Alberto & Pantoja. Odair lembrou que a empresa movimentou R$ 60 milhões, tendo recebido da Delta mais de R$ 25 milhões.
Roseli, que prestou depoimento sem a presença de advogado, informou que o ex-marido, Gilmar Carvalho Moraes, é contador autônomo e certa vez recebeu dela procuração para abrir uma loja de artigos destinados a roqueiros na Feira dos Importados. Com o documento, ele abriu conta bancária no nome Roseli, fez compras e deixou de pagar dívidas. Para os integrantes da CPI, o ex-marido de Roseli tornou-se um suspeito e deve ser convocado a depor.
O primeiro chamado a depor, o ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Edivaldo Cardoso de Paula, repetiu prática já comum na comissão ao evocar o direito de ficar em silêncio para não fornecer provas contra si. Edivaldo de Paula é acusado de favorecer os interesses de Cachoeira no órgão de trânsito goiano.
Outro convocado, Hillner Ananias, que foi segurança do ex-senador Demóstenes Torres, também ficou calado e foi rapidamente dispensado.
Inicialmente, a CPI ouviria também o policial aposentado Aredes Correia Pires, mas ele não foi localizado, e foi reconvocado para o próximo dia 22 de agosto.
O depoimento de Roseli convenceu os parlamentares, e alguns chegaram a alertar para a importância de a construtora Delta – apontada pela Polícia Federal como ligada às empresas fantasmas de Cachoeira – ser investigada em âmbito nacional. Para estes deputados e senadores, as investigações da CPI devem obrigatoriamente ir além da região Centro-Oeste.
– Dezesseis empresas fantasmas movimentaram quase R$ 300 milhões com repasses da Delta. Cachoeira é peixe pequeno neste esquema. A Delta é o centro desta organização criminosa e precisa ser investigada. Como Roseli, outras pessoas foram usadas pelo bando – opinou o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).
O senador Pedro Taques (PDT-MT) tem opinião semelhante. Para ele, o principal alvo da CPI deve ser a Delta:
– O Cachoeira nesta relação é apenas um instrumento. O principal é a Delta. Não dá para limitar as investigações ao Centro-oeste – argumentou.
Grafia errada
– Isso mostra o nível de complexidade da quadrilha. Eles pegaram nomes parecidos e criaram um CPF válido, no endereço dela. Roseli foi usada de forma criminosa pela organização de Cachoeira – avaliou o relator.
Para o deputado, ficou claro que a quadrilha pode ter utilizado os documentos de Roseli para a criação da Alberto & Pantoja. Odair lembrou que a empresa movimentou R$ 60 milhões, tendo recebido da Delta mais de R$ 25 milhões.
Roseli, que prestou depoimento sem a presença de advogado, informou que o ex-marido, Gilmar Carvalho Moraes, é contador autônomo e certa vez recebeu dela procuração para abrir uma loja de artigos destinados a roqueiros na Feira dos Importados. Com o documento, ele abriu conta bancária no nome Roseli, fez compras e deixou de pagar dívidas. Para os integrantes da CPI, o ex-marido de Roseli tornou-se um suspeito e deve ser convocado a depor.
Detran
Outro convocado, Hillner Ananias, que foi segurança do ex-senador Demóstenes Torres, também ficou calado e foi rapidamente dispensado.
Inicialmente, a CPI ouviria também o policial aposentado Aredes Correia Pires, mas ele não foi localizado, e foi reconvocado para o próximo dia 22 de agosto.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
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