terça-feira, 20 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Mercado aquecido atrai estudantes para curso de Museologia!
O diretor do curso de Museologia da Unirio, Ivan Coelho de Sá, explica que, como o nome já evidencia, museólogos vivem de museus. De acordo com ele, o curso prepara o estudante para o mercado da arte, história e conservação. Classificação, conservação e exposição de peças de valor histórico, artístico, cultural e científico também são missões da profissão que, segundo Coelho de Sá, tem o dever social de "transmitir conhecimentos e desenvolver ações culturais por meio de acervos".
A importância do curso, porém, é relativamente nova. O professor, também museólogo, explica que foi a partir da reestruturação da área museológica, feita pelo Governo Federal, que veio a valorização acadêmica. No ano de 2009, o Estatuto de Museus entrou em vigor com uma lei que define regras para preservação, conservação e restauração dos acervos. No mesmo ano, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, foi fundado com o objetivo de coordenar a Política Nacional de Museus, sendo que uma das iniciativas foi a de exigir diploma de Museólogo para quem deseja trabalhar em instituições de preservação histórica. Depois disso, todas as vagas para o curso da Unirio - 100 por ano - têm sido preenchidas. "Os índices de evasão têm diminuído gradativamente", destaca Coelho de Sá.
"Tudo isso foi essencial para valorizar a profissão", completa. O diretor do curso da Unirio afirma que o museólogo é o profissional mais completo para atuar nesta área, pois o historiador sai da faculdade com conhecimento em questão de conteúdo, mas não sabe lidar com a parte prática de um museu, que consiste em arquivar, preservar, catalogar. Já o arquivologista é o contrário: sabe a prática, mas não tem aprofundamento de conteúdo.
O estudante Nathan da Silva Marinho caiu de paraquedas nesta faculdade. "Eu queria História, não passei. Então decidi optar por Museologia e consegui pelo Enem", conta, relatando que considera o fato uma questão de sorte. "Eu me identifiquei muito com o curso. Se eu tivesse passado em História, teria cursado. Mas não seria um profissional tão completo para trabalhar em um museu", diz, destacando a disciplina de História da Arte como a sua preferida. "Mas também adoro a área de restauração de acervos", completa.
Já Glória Gelmini, 21 anos, descobriu sua vocação na infância. "Desde pequena eu tenho paixão por museus, não tinha dúvida do que eu queria", conta a universitária do 7º semestre da Unirio. Prestes a se formar, a carioca pretende continuar os estudos fazendo uma pós-graduação. "Quero ter mais certeza da área mercadológica que quero seguir. Mas o que mais me agrada é a área de pesquisa, conservação e documentação", conta.
Atualmente, a maioria das universidades federais e estaduais do País já oferece o bacharelado em museologia. Em todas, o curso tem duração de 4 anos e abrange disciplinas como história, geologia, paleontologia, história do Brasil, história contemporânea, filosofia, restauração de obras, arquivologia e mais. "Precisamos preparar o aluno em duas frentes: conteúdo histórico e prática para saber lidar com a demanda manual de um museu", define Coelho de Sá.
Outro atrativo atual do curso é a alta demanda mercadológica. O diretor explica que nunca se precisou tanto de museólogos como agora. Depois que o Estatuto de Museus foi criado e diversas iniciativas públicas foram feitas para investir no setor, a demanda por museólogos cresceu. Conforme informações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), existem cerca de 3 mil museus no Brasil, todos em busca de profissionais preparados. "Anualmente, o Ibram abre concurso com mais de 50 vagas destinadas a museólogos para trabalho em instituições como o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e a Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, entre outros", diz o diretor do curso da Unirio. Centros culturais de empresas, fundações, institutos de pesquisa e galerias de arte são outras possibilidades de emprego.
"Além disso, com as inovações tecnológicas, abriu-se um novo campo de trabalho: os museus virtuais e as exposições de acervos na internet", completa Coelho. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as que mais oferecem emprego devido à concentração de museus e centros culturais. Mas, na Bahia e em Minas Gerais, o museólogo também pode encontrar boas ofertas, em razão da tradição desses locais em preservar a memória histórica.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terr
sábado, 10 de dezembro de 2011
Textos do Código Florestal aprovados na Câmara e no Senado serão comparados!
Bancada ruralista não quer pressa na votação do projeto na Câmara
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vai realizar, na próxima terça-feira (13), um debate entre os parlamentares, para comparar o projeto que muda o Código Florestal aprovado na Câmara com a proposta sobre o tema aprovada na última terça-feira no Senado. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) defende que o tema seja melhor debatido na Câmara. Por isso, não quer pressa na votação da proposta que muda o Código Florestal.
Foi Caiado quem pediu a realização do debate na Comissão de Agricultura. Ele critica a proposta do Senado e defende que ela seja derrubada na votação que ainda vai ocorrer na Câmara, para que siga para sanção presidencial o texto elaborado pelo então deputado Aldo Rebelo, hoje ministro dos Esportes.
Caiado afirma que, caso entre em vigor o projeto do Senado, 85 milhões de hectares de terras deixarão de ser produtivas.
"No projeto da Câmara, nós temos o seguinte: as áreas produtivas nós aceitaremos como áreas consolidadas - elas continuarão produzindo. Isso faz com que o produtor rural tenha uma garantia sobre as áreas que já estão produzindo nesse País. O que o texto do Senado diz? Nas áreas que estão produzindo, nós ainda vamos retirar, em áreas de preservação permanente, mais em reserva legal, 85 milhões de hectares. Isso é um dado oficial do Ministério da Agricultura", afirma o deputado da bancada ruralista.
“Ilegalidade”
Ronaldo Caiado diz ainda que os relatores do Código Florestal no Senado, senadores Jorge Viana (PT-AC) e Luiz Henrique (PMDB-SC), impuseram aos produtores rurais tantas exigências burocráticas que farão com que eles fiquem na ilegalidade. O deputado acredita que apenas grandes grupos empresariais vão conseguir atender às medidas aprovadas no Senado.
"Primeiro, pelo custo e o quanto onera o produtor. O produtor até 100 hectares tem um custo de todos os relatórios que tem a apresentar quanto a inventários em torno de R$ 25 mil. Em segundo lugar: todos são obrigados a assinar um TAC [Termo de Ajuste de Conduta], que já estão criminalizados, e se aquelas áreas [de preservação ambiental] não forem recuperadas, as suas propriedades imediatamente já estão confiscadas ou impedidas”, protesta o deputado.
Na opinião do deputado João Paulo Lima (PT-PE), o relator do projeto na Câmara, Aldo Rabelo, não conseguiu sintetizar os interesses da sociedade civil, dos ruralistas e dos ambientalistas. Ele reconhece que os pequenos produtores enfrentam grandes dificuldades, mas acredita que o texto aprovado no Senado está de acordo com as novas exigências ambientais.
"Não podemos justificar a destruição do meio ambiente em função do pequeno produtor. O Estado tem que assegurar essas condições. E essa é a posição, eu acredito, mais moderna e mais socialmente aceita pelos ambientalistas do mundo."
domingo, 4 de dezembro de 2011
Jogo Justo é aprovado!
A notícia foi confirmada pelo próprio twitter do jogo justo nesta quarta-feira, 30 de novembro. E pretende reduzir os impostos absurdos cobrados por jogos no Brasil.
O projeto passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia e Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados com a aprovação de caráter conclusivo (significa que não precisa passar pelo Plenário). A proposta dá aos games os mesmos benefícios de redução de impostos previstos pela Lei de Informática, que reduzem os Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) aos fabricantes que investirem parte de seu futuramente em pesquisas e desenvolvimento para o mercado brasileiro. Os jogos também serão beneficiados pela Lei 10.865/04, que reduz a zero os impostos sobre jogos importados para uso domiciliar, a mesma aplicada a livros e filmes.
Mas, antes da medida entrar em vigor, ela ainda deve ser revisada pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Finanças e Tributação, e é claro, pela Presidenta da República Dilma Rousseff.
Fonte: http://www.cafecomgames.com/
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Senado dificulta consumo de álcool e cigarro!
A matéria segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que a examinará em decisão terminativa.
Na terça-feira (22), foi aprovado projeto de conversão de Medida Provisória que aumenta o imposto sobre o cigarro e proíbe o consumo de tabaco em recintos de uso coletivo fechados ou abertos, públicos e privados. Mesmo os chamados fumódromos estão proibidos em território nacional, conforme texto já enviado a sanção presidencial.
A venda de álcool para menores de 18 anos é considerada atualmente uma contravenção penal. Uma vez tipificada como crime, poderá ser punida de forma mais rigorosa. O projeto prevê pena de dois a quatro anos e multa a quem vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar bebida alcoólica ou outros produtos cujos componentes possam causar algum tipo de dependência física ou psíquica.
Também está prevista sanção administrativa de multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil e interdição do estabelecimento comercial.
A relatora, senadora Marinor Brito (PSOL-PA), considerou a proposta "extremamente oportuna", uma vez que "crianças e adolescentes constituem um grupo especialmente vulnerável e são os que mais sofrem o lado perverso do desrespeito aos direitos
humanos".
Quanto às restrições ao fumo foram aprovadas na última terça-feira (22) pelo Plenário do Senado, no bojo do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 29/2011, que, entre outras disposições, cria o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra).O projeto aumentou o imposto sobre o cigarro e mudou as regras para o acesso ao produto.
O texto, que já seguiu para sanção presidencial, proíbe os chamados fumódromos, locais específicos para fumantes em recintos coletivos fechados, públicos ou privados. Nos postos de venda não será mais permitida a propaganda com pôsteres, cartazes e painéis. Nesses locais, deverão ser expostas as cláusulas de advertência do Ministério da Saúde e o preço mínimo de varejo estipulado pelo governo.
A partir de 1º de janeiro de 2016, além de toda a parte posterior e uma das laterais do maço, as embalagens terão de apresentar um texto de advertência adicional ocupando 30% da parte inferior da face frontal.
Inicialmente previsto para 1º de dezembro, o aumento dos cigarros foi adiado pelo governo para o início de 2012 a pedido do setor. Com o reajuste do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20%, chegando a um aumento de 55% em 2015.
Nelson Oliveira / Agência Senado
Para Conselho de Ética, deputado pode ser cassado por ato anterior à posse!
A consulta foi feita por causa da Questão de Ordem 111/11, apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) após o julgamento da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). A parlamentar foi flagrada em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do suposto esquema de mensalão do governo do Distrito Federal. Jaqueline foi condenada pelo Conselho de Ética, por 11 votos a 3, mas terminou absolvida pelo Plenário da Câmara.
Prescrição
Carlos Sampaio modificou a parte final do texto para incluir o prazo prescricional de cinco anos, contados do início do mandato. Assim, um parlamentar que tomou posse em 2011 poderá ser julgado pelos colegas por crime praticado a partir de 2006. “Temos prescrição para tudo, de dívida tributária a crimes hediondos, como estupro e homicídio. Escolheu-se o prazo de cinco anos porque é o mesmo previsto na Lei 8112/90 para processo disciplinar contra servidor público”, explicou Carlos Sampaio.
A alteração no texto foi feita depois de sugestão do deputado Vilson Covati (PP-RS). Ele argumentou que todo crime precisa ter um prazo prescricional.
Condições
O relator esclareceu também que, além do prazo, há mais duas condições para a abertura de processo de cassação por ato anterior ao mandato. “Que o fato seja apto a ofender a imagem da Câmara, e que seja desconhecido desta Casa”.
De acordo com o relator, a partir de agora, o Conselho não terá mais dúvidas se pode ou não receber representação contra parlamentar que praticou crime antes do mandato. Assim, a denúncia será sempre aceita, desde que atenda essas condições.
“Até hoje não se podia julgar mesmo que o fato tivesse ocorrido um dia antes da posse. É um fato inédito nesta Casa uma decisão no sentido de se admitir a retroatividade para se abranger atos anteriores ao mandato. Nunca na história do Parlamento brasileiro se concebeu essa ideia. É uma grande vitória para a Câmara dos Deputados”, comemorou Sampaio.
A decisão, que não é uma norma, mas uma orientação, terá validade apenas após sua leitura em Plenário pelo presidente da Câmara.
Reportagem – Jaciene Alves
Edição - Juliano Pires
Câmara dos Deputados
