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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SOLDADOS


Prestando a atividade em andamento, o combatente vê seus inimigos e age sem qualquer medo, mas sempre atento para não acabar tendo um fim trágico, todos amam heróis, mas o amor a heróis mortos são maiores, e como são, mas este hoje quer ser um herói, porém não quer deixar seus familiares e amigos em prantos, ele almeja melhorias e maior respeito na corporação, ser um membro dotado de ética, coragem, ímpeto, verdade e determinação. Muitos preferem carregar apenas em sua farda tais atributos, porém sabem muito bem que não é valido trocar a vida por uma medalha em uma caixa veludada e uma cerimonia de despedida para amigos e parentes. Afinal o soldado tem mãe, pai, tios, tias, marido, mulher, filhos, etc., ele ama a farda, a farda lhe cai bem, porém quem fornece a farda entende disso? Quem fornece suas indumentárias conhece seu sonho?
Nada é mais satisfatório e não deixa seu coração mais pulsante do que suas botas lustradas, uniforme bem passado, sua arma limpa e pronta ao que for preciso, servir a sociedade conforme é pedido a sua profissão, seja no âmbito burocrático ou em meio ao “campo” de trabalho. Não podemos excluir que também não deixa mais orgulhosos alguns agentes do que o poder. Ah sim, o poder de fazer algo e sair impune, de exercer aquilo lhe traz tesão. A guerra. Muitos discordam outros tentam contornar, mas dentre os soldados que estão no dia-a-dia, muitos utilizam do brasão como um escudo, mas existem demais outros que o utilizam como arma e meio de coerção contra qualquer um que se oponha a ele e as “suas leis”.
O soldado é um militar, membro de uma milícia, um guerreiro, um combatente desde tempos antigos, ele propriamente dito não é aquele que defende o interesse de todos, esta visão moderna está acerca de uma fantasia mesmo nos dias de hoje, porém mesmo fardados existem profissionais que amparam em assegurar a segurança e a paz de todos, só que muitos trabalham para assegurar a ordem e o poder que o ESTADO detêm sobre qualquer cidadão. Uma ideia errônea? Talvez sim, talvez não. Vai muito de como você observa o soldado, o agente, o cidadão que está a serviço da segurança. Vemos que hoje ele é ainda o agente da SOBRIEDADE, mas ele se encontra em conflito, pois o ESTADO maltrata sua população, não digo quando existem revoltas e conflitos. Digo no dia-a-dia, uma agressão cruel e visível se encontra no momento em que alguém se senta no chão de um metro por estar cansado e por isso acaba apanhando. Uma agressão não visível é quando faltam macas, medicamentos e até assistência a pessoas carentes de recursos ou cuidados nas portas dos hospitais ou em centro sociais. E quando o estado maltrata sua guarda? O que vemos?
Existem muitos que defendam as manifestações como meios de baixaria e desordem, violência e algazarras, mas já se perguntaram por que a revolta? O que voz falta? E o que você faria para obter isso? Existe algo ou alguém que o impeça? Foi-lhe assegurado algo, mas não lhe deram? Sua vida seria melhor se todos fossem mais ativos? Dependemos de nosso governo ou nosso governo depende da gente? Por que os soldados que dão a vida agridem quem luta por direitos? E se estes lutam por direitos, por que eles também são barrados e também agredidos? Você ainda acredita que é o povo que está errado em se manifestar, ou o errado é o ESTADO em proibir o direito a se manifestar?
Vivemos em pleno século XXI, com um sistema de segurança pública do século XIX, com mandantes e autoridades politicas e religiosas do século XIV, o sistema prisional do século XVIII e parte da população clama uma nova Inquisição e outra parte quer apenas que vivamos nos dias de hoje. Sei que necessitamos de ordem, educação, alegria, saúde, benefícios e cuidados para pessoas com alguma deficiência ou dificuldade, porém assim como qualquer um depende disso o soldado também, não é porque ele vestiu uma farda que deixou de ser membro da sociedade, a farda não pode tirar dele sua fome, tristeza, revolta e amargura. O que o ESTADO causa ao cidadão, causa também a ele.
CONFLITO E PAZ



O CONFLITO que me habita é comum a está realidade. Contemplo a era da informação, e por mais piegas que seja, faço parte desta. Seja ela, tátil, olfativa, visual, sonora ou gustativa. Em alguma hora, minuto ou segundo, tentamos desesperadamente nos afogar em todas ou em alguns de nossos sentidos, nos expondo ao máximo por alguns trocados de uma moralidade corrompida ou destrutiva, bradamos por leis justas a nossa condição psíquica ou ao que ela representa, mas ao mesmo tempo em que nos policiamos, nos vendemos a imoral condição de um pesar mascarado e superficial, filhos de uma justiça branda e cega.

Uma era dos VÍCIOS, das AFIRMAÇÕES e das EMOÇÕES:

VICIADOS em nossas próprias “doenças” ou a algo que nos corrompa ou nos impeça de atingirmos patamares maiores, melhores ou que nos condicionem a entender melhor o mundo e como podemos agir neste, de modo que queremos ou gostaríamos de ser, sem nos sentir violados ou demonizados quando estamos expostos diante do outro. 

AFIRMATIVOS por demais “chatos” sejam nesta realidade ou em outra que beira e se integra a realidade eletro lúdica de nossos avatares e perfis que contemplam os “eus” cheios de poses e filtros que nos contem a algo supra-humano ou “divino”. Aspirações politicas, religiosas, filosóficas, mundanas e cotidianas a dizer o que gostamos, merecemos ou o que realmente prestamos a informar o que somos. Algo incorporado e profundo junto aos músculos e osso, mas estas condições não são somente afirmativas, mas auto afirmativas, fazemos do mundo nosso espelho e esperamos que este projete nossa imagética. Porem quando vemos o que nos é apresentado não gostamos e sentimos a impotência. 

EMOTIVOS e motivados por questões do coração e da irracionalidade. Somos cavalos velozes e viris, porém cegos e surdos, repletos de ambição e frágeis a qualquer flagelo da realidade, mas não extinguimos nossas violências e escarnio diante daquilo que se encontra em um ponto oposto ou distante ao nosso bel prazer. 

Corações inflamados ou cheios de ímpeto são consumidos mais rápidos. São explosivos e corrosivos assim que nem nossos corpos, estes seres que transmutam com o devir do tempo, que não aceitam isso de forma natural e previsível. Quem aceita é aquele que tenta contemplar a PAZ a esta realidade dentre tantas outras que passaram ou passarão por nós. Uns compreendem na aurora da vida, outros no meio do dia e outros no crepúsculo da existência. É algo que vai através de diversos fatores, seja o conhecimento, realizações, personalidade e também pelos impulsos eletroquímicos que temos a cada segundo ou de modo mais rápido que tal medida de tempo. 
Nesta maré interminável de palavras que um dia permearam minha mente não se estende nem ao centésimo pedaço ou parte do que absorvemos durante um simples DIA. Grande parte afunda em nosso subconsciente e só uma parte é que se mantém na superfície de nossas lembranças, e não adianta tentar resgatar algo, não depende apenas da força de vontade, mas também vem de modo inconsciente e tem a ver com o seu passado ou os passados que já viveu no seu dia-a-dia. Quase como um DEJA-VU interminável do hoje, mas de forma maior, mais rápida e agressiva. 
Não nos deixemos ser dominados e interagirmos a simples impulsos, já que você assim como tantos outros deseja realmente a PAZ no amanhã do seu ultimo suspiro e no ultimo cerrar dos olhos. Aconselho buscar no agora, porém não é fácil ou pratico, pois terá de se acostumar, mas se entregar as inúmeras realidades ao qual faz parte, expondo seu eu e expondo sua realidade diante de outros que estão em seu entorno, uma dança sem sincronia que às vezes é revestida com certa dualidade de CONFLITO e PAZ.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Existência e a Não Existência de Deus? O que lhe assustaria mais?


O que poderia ser assustador diante de nossas tão opulentas e insignificantes vidas diante de questões cósmicas e astronômicas, revelando que o universo é gigantesco, assim como o Escritor Douglas Adams vem dizer que: “Sabe-se que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há um espaço infinito para que os haja. Todavia, nem todos são habitados. Assim, deve haver um número finito de mundos habitados. Qualquer número finito dividido pelo infinito é tão perto de zero que não faz diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considerada igual a zero. Daí segue que a população de todo o Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada."
            Bem e vamos levar em consideração que isso assusta ou assustaria muitas pessoas, ou término ou nem ao concluir tal frase, pois se analisarmos ou começarmos a dar mais crédito aos astrônomos invés dos incrédulos e tão duvidosos astrólogos podemos equiparar a um conceito de humildade em nossas vidas muito mais elevado, poxa deixamos de crer que somos o centro do universo a tanto tempo. Bem isso pode se dizer que é o meu ponto de vista, tem pessoas que acreditam que a terra ainda é chata como uma panqueca.
            Muitos filmes, seriados, documentários de cunho científico tentam de alguma forma “traduzir” o entendimento altamente complexo da física, astronomia, matemática e outras áreas para o entendimento comum ou popular, pois, é uma pena em um mundo com aproximadamente 7 bilhões de indivíduos, não possui ainda uma educação, saúde ou moradia adequadas, claro que isso é referente a muitos fatores que empregam um comando ditatorial e abusivo tanto político como religioso, impedindo muitos a condizerem ou elaborarem pensamentos simples assim como o meu.
            Hoje vi um filme magnífico, e para aqueles que ainda não virão eu recomendo, o filme se chama “Kapax – O caminho da Luz” tradução aqui no Brasil, de 2001. Um filme deverás inteligente, mas muito cativante, que vem a levar simples mensagens de entendimento galáctico e até social, dizendo sobre a estrutura social do planeta Kapax, uma critica um tanto quanto eloqüente de nossa sociedade dizendo que muitos fatores são de entendimento comum para todo e qualquer Kapaxiano, diferente do que é reproduzido na terra, onde em muitos países e continentes é difícil conseguir uma educação mais cientifica do que em muitos outros devido a uma ditadura de conceitos educacionais, onde você só deve aprender isso e pronto, e se quer aprofundar não existem tantos meios, sem falar a pressão social devido ao ponto de vista que muitas vezes é julgado como errôneo e criminoso.
            Sim, utilizei o termo criminoso, pois, muitos consideram hediondo alguém não possuir o mesmo pensamento da sociedade onde este se inclui, e isso é algo tão ou mais colateral que qualquer ato de corrupção ou agressão a outrem.
            Tudo não, somente um texto deste cunho levaria a identificarmos que temos liberdade de escolha de pensamento, até mesmo julgar a total existência de um criador ou não. Mas existem lugares onde a repressão e a dominação de um pensamento se perfaz sobre a outra, justificando a barbárie que muitas vezes a cometida pelo pensamento contrário que é regido por tal indivíduo.


            Se todo cidadão pratica o bem social, político e econômico para com ele e para outros não devemos perturbar o ponto de vista que tanto possui, mas é mais hediondo em determinadas sociedades a descrença em um determinado Deus do que o estupro e violência sexual em crianças de colo.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Observação de Júpiter

As 21h20min do dia 29 de Janeiro de 2014 sendo uma quarta-feira muito quente e seca, em meio à constelação de gêmeos é observável o planeta Júpiter com suas quatro principais luas ou satélites. O fato é, através de telescópio refrator com uma lente com 70mm de diâmetro pude me maravilhar com o estudo da astronomia ou somente com a observação, que isto já demonstra privilégio sem igual para tantos. Sei que não tenho uma televisão full HD com mil e cacetadas de canais e um carro do ano, mas o pouco que tenho, tento prover de emoção e alegria, o estudo de fenômenos naturais é algo espantoso e divertido, se analisarmos sempre podemos nos surpreender, e a astronomia é algo tão significante, principalmente para quem habita regiões voltadas ao interior ou mais isoladas da população ou de grandes metrópoles ou megalópoles, levando em consideração que a poluição luminosa dessas regiões prejudica e muito a observação dos astros ou constelações, mesmos as consideráveis mais visíveis são prejudicadas.
            



Presenciei Io, Júpiter, Europa, Ganimedes e Calisto em formação da direita para a esquerda conforme a foto acima, claro que está imagem é retirada do simulador estelar Stellarim. Mas os telescópios e o advento do estudo da área da telescopia possibilitaram simples plebeus ou operários também terem o mesmo privilégio que muitos astrônomos antigos e novos de presenciarem as maravilhas da observação astronômica e assim compartilharmos com cada observação da abobada celeste a maravilha de nos surpreendermos sempre.

Texto: Wolferson José

domingo, 26 de janeiro de 2014

DIÁLOGO DENTRO DE BALÕES





            Dentre inúmeros quadros existem inúmeras pinturas, fotografias e formas artísticas que vem a ser representadas no universo 2D (Duas dimensões) e até 3D (Três dimensões) mas muitas das vezes representadas em 2D com perspectiva visuais que representem o famoso 3D fixas em um pedaço de papel ou em qualquer outra superfície de outro material no nosso universo físico ou digital.
            Para o inicio ou a consideração de um inicio destas práticas artísticas remete ao começo das primeiras pinturas rupestres feitas em pares de cavernas muito antes de 15.000 a.C., mas isso não se intensifica em um único ponto de civilização humana, mas em várias partes onde tal civilização se acomodou. Tais pinturas poderiam representar feitos de caçada, feitos ritualísticos e suas iniciações para o espaço das adorações as divindades de sua determinada tribo para compreender o mundo a sua volta.
            Bem, devemos pular um imenso período histórico da evolução sociológica, tecnológica, e artística da civilização humana entre outras coisas, vamos até 1501 a.C. a 1550 a.C., onde na matriz da civilização européia estava em seu auge político, social e até tecnológico. Neste período começaram a surgir ou circular tanto no meio de homens letrados e ricos ou sem cultura e pobres desenhos que faziam sátiras fossem elas políticas e sociais de seus representantes, mas foi na França que foi determinada esse tipo de arte, não pelos seus padrões artísticos, mas padrões cômicos e satíricos, recebendo a cunha de “charge” que significava carregada destes significados cômicos e até ofensivos.
            Séculos depois tais trabalhos continuariam a tomar ênfase em jornais, livros, cartilhas e até panfletos para denegrir de modo cômico, certos fatos e acontecimentos sociais, políticos, religiosos, de determinado período atual, antigo ou presente.  Não somente com a ilustração em si, mas falas destes personagens como em uma história fixada em um pedaço de papel sendo atuada pelos seus representantes gráficos. As caixas de dialogo definiam as falas ou narrativa do que poderia estar a acontecer com os personagens, entre eles, no cenário ou na situação vindoura, tais caixas de dialogo poderiam aparecer sobre o desenho ou abaixo dele. Existiam assim quadros extras de representações futuras das ilustrações, exemplo seria se em uma imagem aparecia um garoto chutando uma bola, em outro quadro apareceria à bola voando para bem longe dando a impressão gráfica de continuidade ou movimento da cena.
            Já no século XX veio a consagrar um imenso advento das inovações tecnológicas e artísticas, neste período veio a surgir a fotografia e os primeiros filmes em projetores a manivelas sem áudio, a eletricidade muito mais volátil graças a corrente alternada, o grande êxodo rural e a super expansão populacional junto o crescimento vertiginoso das cidades para megalópoles, diante disto a evolução desta arte gráfica classificada neste período como quadrinhos, veio a ser renovada e ter uma divulgação maior ainda perante as pessoas e de inicio transformada como meio de entretenimento infanto-juvenil. Mas isso se consolidou graças a dois grandes quadrinistas.
            O primeiro quadrinista seria o tão aclamado e respeitado mundialmente Will Eisner desde a década de 1930 até os dias atuais atualizou as formas de pensar e representar as formas gráficas do quadrinho americano e de modo mundial. Ele veio a tornar mais dinâmico e sério tal arte, com histórias envolventes e com uma narrativa mais complexa assim como nos livros, mas desenhando cenas e ações mais empolgantes como nos roteiros de cinema, verdadeiras obras, principalmente com a renovação dos “balões de fala” onde os personagens tinham eles sobre suas cabeças designando assim as falas de modo mais continuo e dinâmico para com o personagem, a história e até para o leitor. Ele fez inúmeras obras e sempre se reinventando neste meio artístico e cultural.
            Outro grande quadrinista, ou melhor, mangaká foi Osamu Tezuka, quase no mesmo período e com os mesmos ideais e meios de comunicação, para com o quadrinho, este também conhecido mundialmente, mas representado desta forma em seu país, no Japão os quadrinhos são conhecidos como mangás (tradução literal: imagem involuntária) então os desenhistas destes quadrinhos conhecidos assim como mangaká, este veio a revolucionar também na dinâmica dos quadrinhos japoneses e suas histórias cheias de emoção e aventura para com seus personagem e séries, ele também revolucionou a arte colocando olhos gigantes nos personagem passando a representação das emoções para os olhos deles, simplificando o entendimento do emocional do personagem.
            Em muitos outros lugares do mundo, e muitas outras épocas a partir dai vieram a surgir grandes nomes e grandes símbolos deste fabuloso meio de entretenimento onde mesmo muitos ainda que acreditem ser um meio de entreter e divertir crianças possa ainda a significar muito para muitos adultos.


            No Brasil existiram muitos que contribuíram para a formação desta arte, como Ziraldo, Mauricio de Souza, Angeli, Clauco, Mozart Couto, Julio Shimamoto, Flavio Clim, Fabio Moon e Gabriel Bá, Danilo Beiruth, Caeto Melo, Daniel Galera, Ulisses Garces e muitos outros, lembrando, que estes vieram de épocas diferentes assim como Ziraldo e Mauricio de Souza, que compõe a velha guarda dos quadrinistas brasileiros, os demais outros compõe períodos distintos e influenciaram muitos outros e hoje influenciam e criaram influenciadores desta arte, não só eles, mas todos tiveram o mesmo motivo, de poder passar suas estórias e fantasias para o quadro a quadro com a arte seqüencial entre balões e ações, onomatopéias e rasuras. Usaram do lápis, papel, caneta, borracha e nanquim os precursores de suas careias e assim influenciando muitos outros a se expressarem suas fantasias e diálogos entre tantos e tantos personagens com inúmeras falas em numerosos balões.


Texto: Wolferson

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz 2014

Agora voltando com tudo novamente em uma nova era! 

Feliz ano novo! Ou devemos abordar para uma questão mais realista ou pessimista utilizando da frase “Feliz ano novo?”, uma tendência vista como negativa e antiquada, mas se fizermos uma observação astronômica e tanto quanto cósmica podemos ver que completamos assim dizer mais um movimento de translação em volto de nosso verdadeiro ASTRO que dependemos tanto o SOL, adorado até hoje por inúmeras nações e mitologias religiosas tanto antigas como novas que ainda sobrevivem ainda hoje nestes tempos de uma falsa idolatria cientifica. Digo que é uma falsa idolatria científica pelo simples fatos de muitas pessoas acreditarem em muitos produtores de tecnologia de comunicação, têxtil e alimentício, não devo citar marcas, mas quando passamos por problemas de saúde, segurança e aprendizado, “Só Deus pode salvar”, sim quem deveras crê nisso, continue a acreditar, é bom, mas devemos pensar e acreditar no profissional que nos atende nessa área, se ele é ruim e nos coloca em risco até mesmo quem é ateu às vezes utiliza de tal frase, demonstrando que ninguém quer se ferrar futuramente com tal pessoa. 
Não digo que é errado ter alguma idolatria, sim devemos ter a quem adorar e acreditar, digo ter fé, esta não se encontra em objetos e rituais, se encontra em seu âmago e você é incumbido de colocar o valor em tais atos ou objetos dando a ele uma importância tida como única vista pelo seu ponto de vista. Até mesmo pessoas, poxa! Vivemos em uma sociedade, temos um relacionamento social e individual em uma sociedade moderna, ou melhor, tida como moderna, claro que do ponto de vista tecnológico e não social, de certo modo estamos engatinhando do ponto de vista social, Friedrich Nietzsche já disse em um de seus livros “Somos o malabarista e nos encontramos no meio da corda entre o macaco até o super homem (Ubermach), enquanto a platéia nos assiste e deseja ferozmente que caiamos”. Se analisarmos esse é um ponto de vista um tanto quanto atual sendo que tal escrita tem mais de 100 anos. São inúmeros fatores que levam a acreditar e praticar certas crenças e certas atitudes em sociedade, afinal temos data de validade e somos perecíveis no mundo tido como material ou melhor dizendo orgânico. Família, amigos, colegas, conhecidos, relacionamentos, inimigos (sim de certa forma nos relacionamos com pessoas que são desprovidas de graça) e desconhecidos. De certa forma segue esta linha, mas não tão fácil assim, muitos termos e posições se entrelaçam e se sobrepõe ainda mais hoje em dia, temos familiares odiados, amigos desconhecidos, relacionamentos perecíveis e assim vai. 
E o mundo não para de girar gente! Quero dizer que não é devidamente preciso possuir um grande grau etílico no sangue para saber de tal fato, estudar é preciso, pois depende de você saber em qual posição da rédea quer estar, e digo isto não como do ponto de vista econômico, pois se você não é capaz sempre estará à frente com um condutor lhe chicotando sem parar, digo do ponto de vista do saber. Saber é poder, mas isso não se intitula nos tempos atualíssimos, se fosse assim não teríamos tanto idiotas no comando, em demais áreas, seja política, social, musical, artística e até religioso. 
O mundo se sustenta em um positivismo frágil e débil sobre milhares de corpos de trabalhadores de outras regiões tidas como pobres ou subdesenvolvidas, hora você acha que seu governo é bom por dar casas e um vale alimentício. NÃO, ele não é, até por que o governo nunca é feito por um homem só, existe um “corpo” de trabalho que depende de muitos, com diferentes funções em diferentes setores, e você é mais um em seu trabalho, como um relógio deveria ser, se todas as engrenagens não estiverem de acordo, ele não funciona, e é o que ultimamente é visto. 
Então para finalizar tal texto de ano novo, eu digo, que não mudou nada, com essa virada de ano, muitas coisas acontecem no mundo, ou melhor em seu mundo, intrigas, mortes, problemas emocionais o circundam seja dentro ou fora de seus círculos sociais, ou dentro de você, inúmeros crimes são cometidas para com pessoas inocentes e que batalharam para conquistar bens materiais ou pessoais. Muitos são tirados a vida bem cedo, por motivos pífios ou tido como não pífios, reações em assalto, estupro, violência para com idosos, overdoses de medicamentos, psicotrópicos legais ou ilegais, por sentimentos de dor tão arraigados que não fazem sofrer e não buscar o próximo. 
Que este seja especial, próspero, vindouro de alegria e amores, para todos, mas isso não depende desta frase, depende se eu acredito nela ou não, e se eu como credor de tal frase coloco ela em prática e realizo para com os outros, o que eu desejo para mim e para meus próximos. Pois se você apenas a diz, ela se torna simples palavras ao vento, e se perdem para todo o sempre. Então tuas palavras devem ser anunciadores de atos óbvios que você já venha em seguida a realizá-los.
Então até a próxima e tenha um Feliz ano de 2014, com muitas alegrias, tristezas, realização, problemas e dificuldades, mas que acima de tudo tenha FORÇA, e VONTADE de pode realizar o que deseja e superar o que lhe oprimi.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Comitiva de senadores vai visitar índios Guarani-Kaiowá

Comitiva de senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai visitar os índios Guarani-Kaiowá na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, para conhecer a situação que enfrentam. A sugestão foi apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) durante audiência pública que discutiu, nesta quinta-feira (1º), a ameaça de expulsão dos indígenas de suas terras tradicionais.
Apesar de a situação dos Guarani-Kaiowás ter mobilizado, recentemente, a opinião pública, observou Randolfe Rodrigues, esses indígenas vêm enfrentando problemas há muito tempo. Na avaliação do senador, é necessário acompanhamento mais aprofundado por parte do Senado e do governo, que exige articulação com todos os agentes envolvidos.
A convite do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), a presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Maria do Amaral Azevedo, poderá participar da diligência. Na avaliação de Suplicy, o governador do Mato Grosso do Sul também deve participar do diálogo para chegar a um entendimento que resolva o impasse.


Comissão mista

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) sugeriu a constituição de uma comissão mista de senadores e deputados para acompanhar a situação da demarcação de terras e a efetiva posse delas pelos indígenas. Na avaliação do senador, a CDH deve atuar como instrumento de equilíbrio e de cobrança até a solução do problema. O senador definiu como "hipocrisia” a postura das autoridades, que comemoram a aprovação da política de cotas em universidades para os indígenas, mas não garantem “cotas de terra” para que eles sobrevivam.

Levantamento

Apesar de considerar legítimos os processos judiciais referentes à regularização de terras, o senador João Capiberibe (PSB-AP) criticou a demora das decisões dos tribunais. Em razão disso, o senador defendeu o levantamento minucioso de todos os processos em trâmite no Judiciário para identificar as partes envolvidas, as datas em que se iniciaram os processos, bem como as áreas onde há conflitos.  Com isso, argumentou, é possível tomar providências.
- Não é possível que o Estado demarque as terras e fique pendente em alguma das instâncias judiciais e essas populações permaneçam em estado de conflito, como nós estamos vivendo aí, disse o senador.
Capiberibe também informou que vai requerer informações ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público sobre os inquéritos policiais relativos a assassinato de lideranças indígenas da etnia Guarani-Kaiowás em andamento. Tais inquéritos, afirmou o senador, também não avançam em razão de divergências políticas.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Filósofo aponta individualismo excessivo como forma de degradação do país!

Na palestra de encerramento do segundo ciclo de debates do Fórum Senado Brasil 2012, na quinta-feira (25), o filósofo Auterives Maciel Júnior apontou o individualismo exacerbado como uma das principais formas de degradação do país.
– Estamos deixando morrer o espírito mestiço, heterogêneo que fez a nação. O Brasil pode se tornar um canteiro de seres individualistas – afirmou o professor da PUC-Rio, em palestra intitulada “Construção e degradação do Brasil: quando o interesse se sobrepõe ao desejo”.
Auterives Maciel explicou que os termos construção e degradação não devem ser pensados como termos opostos que se referem à ascensão e depois decadência do Brasil, mas sim como práticas que coexistem na sociedade. Segundo ele, o país se divide em dois, um potente e empenhado em construir e outro que cria obstáculos ao desejo coletivo.
Referindo-se às práticas que levam à degradação do país, o filósofo destacou que na sociedade brasileira atual existe um jogo de interesses permeando as relações pessoais. Em sua análise, os indivíduos estão priorizando o capital e o mercado, em detrimento das relações afetivas.
Auterives ressaltou a necessidade de os brasileiros resgatarem o lado afetivo herdado dos índios e negros e alertou para o perigo do individualismo se sobrepor à solidariedade.
– Talvez a gente tenha se esquecido da nossa origem. Talvez a gente tenha se esquecido desse lado nativo que sempre fez a diferença do Brasil no mundo e talvez o Brasil venha a se transformar em um país de gângsteres e bandidos que só se interessam pelo mercado – disse.

Corrupção

Auterives lamentou a presença da corrupção – outra forma de degradação do país – em diversos estímulos que o indivíduo recebe desde a infância. A prática, ressaltou, não está presente somente nos altos níveis de poder, mas também nas relações de todos os cidadãos, igualmente atores nas práticas de construção e degradação.
– Entendo que as relações interpessoais refletem as autoridades que são eleitas como ideais da nação – destacou.
Indagado sobre o que fazer para mudar a situação, o filósofo afirmou que é preciso convocar as pessoas a fazer uma reflexão crítica pensando no outro e apontou o afeto como sentimento essencial entre os seres humanos.
– Se a gente for capaz de despertar no outro afeto e ideias que sejam benéficas talvez a gente melhore o nosso modo de viver – disse.


domingo, 30 de setembro de 2012

Comissão do pacto federativo discute FPE e ‘royalties’ na segunda-feira!

A comissão de especialistas que analisa propostas para um novo pacto Federativo volta a se reunir na segunda-feira (1) para debater mudanças nas regras para partilha dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos royalties do petróleo.

Presidida pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim e formada por 14 especialistas, a comissão foi criada pelo presidente do Senado, José Sarney, com a missão de apresentar propostas para reduzir o desequilíbrio federativo no Brasil.

Além de novas regras para o FPE e para a divisão dos royalties do petróleo, a comissão também priorizou a análise de indexadores das dívidas dos estados junto à União e medidas para acabar com a guerra fiscal entre as unidades da federação.


Fundo dos estados

Com relação ao critério para distribuição dos recursos do FPE, dois modelos estão em discussão na comissão: o que busca equalizar as receitas estaduais e o que se baseia em indicadores de desenvolvimento.

No primeiro modelo, a distribuição dos recursos do fundo é feita de forma a tornar mais uniforme a receita per capita dos estados, com maior transferência para aquele com menor receita. Já o segundo modelo é focado em indicadores que indiretamente apontem os estados mais necessitados de receita, como renda per capita e tamanho da população, entre outros.

A Comissão do Pacto Federativo ainda analisa prós e contras de cada modelo e, de acordo com o relator do grupo, o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, o resultado pode ser uma combinação dos dois.

De toda forma, parece haver consenso no grupo no sentido de que, qualquer que seja a solução adotada, não deverá representar perda real para nenhum estado e deverá prever mecanismo de transição, para evitar mudanças bruscas na passagem para o novo modelo.

Outro aspecto consensual entre os membros da comissão é a preocupação com a urgência que o tema requer, devido a entendimento do STF de que as normas atuais só valerão até 31 de dezembro. Depois dessa data, caso não se chegue a novas regras, estarão suspensas as transferências para os estados.


Royalties

Quanto aos critérios para partilha dos recursos do petróleo, a proposta a ser apresentada pelos especialistas deverá estar condicionada à decisão sobre o FPE. Isso porque o projeto que trata dos royalties (PL 2.565/2011) prevê que parte significativa dos recursos seja distribuída de acordo com critérios adotados para o fundo.

O projeto que trata dos royalties já foi aprovado no Senado e aguarda deliberação do Plenário da Câmara dos Deputados. A Comissão do Pacto Federativo discute mecanismos para que estados que perderem com o FPE possam ser compensados na partilha dos royalties.


Dívidas dos estados

Em reunião anterior da comissão, foi consenso proposta de troca do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), hoje usado para correção das dívidas dos estados junto à União, pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Pela proposta, a taxa de juros seria fixa, em 3% ao ano – metade da cobrada hoje – e o comprometimento da receita líquida real das unidades federativas com o pagamento da dívida cairia dos atuais 13% para no máximo 11%. Os especialistas também propõem alterar o prazo máximo para pagamento de saldo devedor.

Os contratos firmados entre estados e União, com base na Lei 9.496/1997, preveem 30 anos de prazo de pagamento. Após esse período e havendo valores residuais, a lei prevê mais dez anos para quitação. Na proposta dos especialistas, esse prazo para quitar o saldo residual pode desaparecer, ficando estabelecido o pagamento conforme o limite de comprometimento, no tempo necessário.

A dívida total dos governos estaduais, sem contar as estatais, somava quase R$ 453,5 bilhões em dezembro de 2011, conforme texto do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Senado, sendo a União credora de 90% desse montante. Os demais 10% representavam dívidas bancárias e dívidas externas.

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram 90% dos valores renegociados e lideram movimento pela mudança do índice, sendo os governos mineiro e gaúcho os que apresentam maior comprometimento de caixa com o pagamento da dívida.


Guerra fiscal

Para eliminar distorções e disciplinar a competição fiscal entre os estados, os especialistas devem apresentar, na forma de anteprojeto, regra prevendo que isenção e benefício fiscal só podem ser autorizados mediante aprovação unânime pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz).

Quanto às situações que fugiriam a essa unanimidade, os especialistas pretendem “dar um contorno mais moderno às exceções hoje existentes na lei”, segundo explicação de Everardo Maciel. A proposta deve incluir a conceituação de isenção, incentivo e benefício fiscal, especificando então a forma pela qual vai se deliberar sobre cada um.

Ainda de acordo com o relator, o texto deve prever um “regime extremamente duro”, que impeça os 26 estados e o Distrito Federal de concederem benefícios fiscais ilegais no âmbito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), um dos principais instrumentos usados na guerra fiscal entre estados.


Prorrogação dos trabalhos

Criada em 15 de março, a Comissão Especial do Pacto Federativo teve os trabalhos estendidos até o final de outubro. A data inicialmente marcada para encerramento das atividades era 22 de setembro.

Os especialistas apresentarão ao presidente José Sarney anteprojetos tratando dos temas priorizados, que serão posteriormente transformados em projetos de lei e analisados pelos senadores.


Abertura do processo de impeachment de Collor completa 20 anos!

Há 20 anos uma votação no Plenário da Câmara fez história. O voto do então deputado Paulo Romano (PFL-MG) completou os 336 votos necessários para abrir o processo que resultou no impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello.
A votação, pela abertura do processo de crime de responsabilidade, somou 441 votos a favor, 38 contra, 1 abstenção e 23 ausências.

O voto de Paulo Romano foi proferido às 18h50 do dia 29 de setembro de 1992. O Plenário cantou o Hino Nacional. "Pela ética, mas em nome desta Casa e do povo brasileiro, saibamos ser coerentes. Meu voto pela dignidade, por aquilo que Minas Gerais representa, é sim. Viva o Brasil!"

Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente da República escolhido pelo povo em eleição direta após a ditadura militar. Ex-deputado federal e ex-governador de Alagoas, Collor venceu outros 24 candidatos nas eleições de 1989. Disputou o segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, seu mandato teve curta duração: 2 anos e 7 meses.

O processo político do impeachment estendeu-se por sete meses, de 1º de junho (data de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito no Congresso) a 29 de
dezembro de 1992 (data em que Collor renunciou ao mandato).


CPMI no Congresso

A CPMI foi instalada no Congresso Nacional para apurar fatos contidos nas denúncias feitas por Pedro Collor à revista Veja. O irmão do então presidente questionou a legalidade das atividades do tesoureiro da campanha de Collor, Paulo César Farias. Segundo Pedro Collor, PC Farias era "testa de ferro" do então presidente.

A Câmara dos Deputados, por sua vez, criou uma comissão especial para dar parecer sobre a denúncia por crime de responsabilidade oferecida pelos então presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavenère.

As denúncias não tinham sido comprovadas, até que surge a figura de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. O motorista dá ao Congresso pistas do esquema de extorsão comandado por PC Farias e uma série de contas fantasmas aparece em bancos de todo o País. Entre os beneficiários do esquema estariam a ex-mulher do presidente Rosane Collor e a mãe dele.

Após as denúncias, a CPI mista aprovou o relatório em que acusa o então presidente de receber dinheiro do esquema PC. Collor reage e, na televisão, pede ao povo que se vista com as cores verde e amarelo, para demonstrar apoio a seu mandato. "Não me deixem só, eu preciso de vocês."


Caras-pintadas

Em 16 de agosto de 1992, no entanto, a população tomou as ruas vestida de preto. Os chamados "caras-pintadas" gritavam palavras de ordem do movimento Fora Collor.

Depois de a Câmara aprovar a abertura do processo, em 29 de setembro de 1992, Collor se afastou do Planalto.

No Senado, o impeachment foi aprovado em 30 de dezembro, por 76 votos a 3. No dia anterior, o presidente renunciou ao cargo, mas não escapou do processo. O vice, Itamar Franco, tomou posse em definitivo e Collor teve seus direitos políticos cassados até o ano de 2000.

Em 1994, Fernando Collor obteve uma vitória jurídica: foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Em 2006, foi eleito senador pelo PRT de Alagoas. Assim que tomou posse no Senado, em 1º de fevereiro de 2007, migrou para o PTB.
O senador Fernando Collor foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado. Segundo a assessoria, ele está incomunicável no interior de Alagoas.

 
Reportagem – Idhelene Macedo/Rádio Câmara
Edição – Pierre Triboli
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Dez fatos pouco conhecidos sobre o Sistema Solar!

Professor de astronomia lista curiosidades sobre o universo. Planeta Terra está dentro do Sol e há vulcões de água em satélites



(O Globo) Sabia que o planeta mais quente não é o mais próximo do Sol? E que há rochas de Marte que caíram no planeta Terra? Professor de astronomia do Community College of Aurora, Victor Andersen listou no portal Earth Sky "dez coisas que você pode não saber sobre o Sistema Solar".

1) O planeta mais quente não é o mais próximo do Sol: — Muitas pessoas sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. É normal assumir, portanto, que é o mais quente do Sistema Solar. Mercúrio não tem, porém, uma atmosfera, ou seja, não possui uma manta térmica para ajudar a manter o calor da estrela. Vênus, por outro lado (30 milhões de quilômetros mais longe do Sol do que o vizinho), está envolto em uma atmosfera espessa (cem vezes mais do que a Terra) e é constituído quase inteiramente por dióxido de carbono, um gás de efeito estufa. A temperatura máxima pode chegar a 468º C, que derrete estanho e chumbo."

2) Plutão é menor do que os EUA: — A maior distância entre os estados americanos é de quase 4.670 quilômetros (do norte da Califórnia ao Maine). Pelas estimativas atuais, Plutão tem apenas pouco mais de 2.253 quilômetros de diâmetro, menos da metade da largura dos Estados Unidos."

3) George Lucas não entende muito sobre "campos de asteróides": — Em muitos filmes de ficção científica as naves espaciais são ameaçadas por campos de asteróides. Na realidade, o cinturão de asteróides que conhecemos existe apenas entre Marte e Júpiter e, embora existam dezenas de milhares deles, estão bastante espaçados e a probabilidade de colidir com um é pequena."

4) Você pode ter vulcões com a água como magma:— Mencionam vulcões e todos pensam imediatamente no Monte Vesúvio ou talvez na caldeira de lava do Mauna Loa, no Havaí. Afinal, tais fenômenos exigem rocha derretida chamada lava, certo? Não é verdade. Um vulcão se forma quando um reservatório subterrâneo de um mineral ou de gás quente irrompe sobre a superfície de um planeta. Na lua de Saturno (Enceladus) e na lua de Netuno (Triton) a força motriz é o bom e velho gelo. A água se expande quando se congela e uma enorme pressão pode se acumular, como um vulcão na Terra."

5) O fim do Sistema Solar é mil vezes mais distante do que Plutão:— Ensina-se que o Sistema Solar vai até a órbita de Plutão. Hoje, questiona-se até a o fato deste planeta ser realmente um planeta, mas a impressão continua. Ainda assim, já descobrimos vários objetos que orbitam o Sol e são consideravelmente mais distantes que Plutão."

6) Quase tudo na Terra é um elemento raro:— A composição elementar da Terra é na maior parte oxigênio, ferro, silício, magnésio, enxofre, níquel, cálcio, sódio e alumínio. Embora tais elementos tenham sido detectados em diversas partes do universo, são ofuscados pela abundância esmagadora de hidrogênio e hélio. "

7) Existem rochas de Marte na Terra (e não trouxemos aqui!):— A análise química de meteoritos encontrados na Antártica, no deserto do Saara e em outros lugares provou, por vários meios, que se originaram em Marte. Alguns contêm bolsões de gás quimicamente idênticos à atmosfera marciana."

8) Júpiter tem o maior oceano de todo o planeta:— Orbitando em um espaço frio e cinco vezes mais distante do Sol que a Terra, Júpiter manteve níveis bem mais elevados de hidrogênio e hélio quando se formou do que o nosso planeta, Na verdade, é composto principalmente destes dois elementos. Dada a massa e a composição química, o hidrogênio se transforma em líquido. Modelos de computador mostram que não apenas tem o maior oceano conhecido do Sistema Solar, como tem cerca de 40 mil quilômetros de profundidade."

9) Mesmo organismos muito pequenos podem ter luas:— Antigamente pensava-se que apenas objetos grandes, como planetas, poderiam ter satélites naturais. Em 1993, porém, a sonda Galileu passou a 32 quilômetros de distância do asteróide Ida e descobriu uma lua de 1.600 metros de largura, o Dactyl. Desde então foram descobertos satélites em cerca de 200 outros objetos menores."

10) Nós vivemos dentro do Sol:— Normalmente pensamos o Sol como aquela bola grande de luz quente bem distante. Só que, na verdade, a atmosfera externa da estrela se estende muito além de sua superfície visível. Nosso planeta orbita dentro dela. As auroras solares já foram observadas em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno."
 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Comerciante nega envolvimento com Cachoeira e parlamentares querem Delta no foco da CPI!

Única dos três convocados a falar à CPI do Cachoeira nesta quarta-feira (15), a comerciante Roseli Pantoja da Silva negou qualquer envolvimento com o esquema criminoso do contraventor Carlos Augusto Ramos e disse que teve o nome usado indevidamente para colocá-la como sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções, tida como fantasma pela Polícia Federal.

O depoimento de Roseli convenceu os parlamentares, e alguns chegaram a alertar para a importância de a construtora Delta – apontada pela Polícia Federal como ligada às empresas fantasmas de Cachoeira – ser investigada em âmbito nacional. Para estes deputados e senadores, as investigações da CPI devem obrigatoriamente ir além da região Centro-Oeste.

– Dezesseis empresas fantasmas movimentaram quase R$ 300 milhões com repasses da Delta. Cachoeira é peixe pequeno neste esquema. A Delta é o centro desta organização criminosa e precisa ser investigada. Como Roseli, outras pessoas foram usadas pelo bando – opinou o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).

O senador Pedro Taques (PDT-MT) tem opinião semelhante. Para ele, o principal alvo da CPI deve ser a Delta:

– O Cachoeira nesta relação é apenas um instrumento. O principal é a Delta. Não dá para limitar as investigações ao Centro-oeste – argumentou.


Grafia errada

Logo no início do depoimento, Roseli alertou que dados pessoais dela não coincidiam totalmente com os da Polícia Federal e com os da CPI, o que provocou espanto dos parlamentares. Primeiramente, ela corrigiu a grafia do nome, que é com “I” e não com “Y”; depois não reconheceu o número do CPF apresentado a ela pelo relator Odair Cunha (PT-MG).

– Isso mostra o nível de complexidade da quadrilha. Eles pegaram nomes parecidos e criaram um CPF válido, no endereço dela. Roseli foi usada de forma criminosa pela organização de Cachoeira – avaliou o relator.

Para o deputado, ficou claro que a quadrilha pode ter utilizado os documentos de Roseli para a criação da Alberto & Pantoja. Odair lembrou que a empresa movimentou R$ 60 milhões, tendo recebido da Delta mais de R$ 25 milhões.

Roseli, que prestou depoimento sem a presença de advogado, informou que o ex-marido, Gilmar Carvalho Moraes, é contador autônomo e certa vez recebeu dela procuração para abrir uma loja de artigos destinados  a roqueiros na Feira dos Importados. Com o documento, ele abriu conta bancária no nome Roseli, fez compras e deixou de pagar dívidas. Para os integrantes da CPI, o ex-marido de Roseli tornou-se um suspeito e deve ser convocado a depor.

Detran

O primeiro chamado a depor, o ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Edivaldo Cardoso de Paula, repetiu prática já comum na comissão ao evocar o direito de ficar em silêncio para não fornecer provas contra si. Edivaldo de Paula é acusado de favorecer os interesses de Cachoeira no órgão de trânsito goiano.

Outro convocado, Hillner Ananias, que foi segurança do ex-senador Demóstenes Torres, também ficou calado e foi rapidamente dispensado.

Inicialmente, a CPI ouviria também o policial aposentado Aredes Correia Pires, mas ele não foi localizado, e foi reconvocado para o próximo dia 22 de agosto.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Senadores vão discutir telefonia móvel com Anatel e operadoras!


A recente decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de impedir temporariamente as operadoras TIM, Claro e Oi de venderem e habilitarem novos chips e modems em diversos estados entrará na pauta de debates do Senado a partir de agosto. Pelo menos duas comissões já estão articulando audiências para avaliar a situação da telefonia móvel no país.
Sem esperar o fim do recesso, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já encaminhou um requerimento de audiência à secretaria da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O senador, que preside a comissão, quer a presença de representantes das três operadoras, da Anatel e também da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça.
Rollemberg já se manifestou em apoio à decisão da Anatel, que a seu ver mostra empenho em cumprir sua missão legal de fiscalizar e controlar os serviços de telefonia móvel. Em entrevista à Rádio Senado, ele salientou que as companhias do setor nada mais são que concessionárias de um serviço público e não estão correspondendo ao que delas se espera.
- As empresas de telefonia vêm batendo recordes em reclamações dos consumidores com a prestação de serviços de péssima qualidade. Portanto, a decisão da Anatel é absolutamente correta – comentou.


Integração de plataformas

O presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Eduardo Braga (PMDB-AM), também quer promover uma audiência em agosto com participação da Anatel e das operadoras, mas pretende chamar ainda um representante do Ministério das Comunicações. Entre outras questões, será avaliada a proposta de integração das plataformas – as torres de transmissão – operadas pelas companhias.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que integra a CCT, acredita que a integração de plataformas pode solucionar parte dos problemas que hoje estão comprometendo a qualidade dos serviços. À Agência Brasil, ele disse que a medida pode garantir a integração de mais 16 milhões de brasileiros aos serviços de telefonia móvel e assegurar uma boa cobertura de sinal telefônico no país.
- As operadoras não serão prejudicadas: ao contrário, elas garantirão um serviço um serviço de qualidade que, por consequência, vai trazer mais clientes – acredita Pinheiro.
Eduardo Braga admite que a integração de plataformas pode ser um avanço. Porém, disse ser necessário verificar se não existiriam restrições à medida nos atuais contratos de concessão.


Plano de ações

A proibição temporária da venda de chips e modems para novos clientes começou a valer desde segunda-feira (23). O desbloqueio dependerá de compromisso das empresas com investimentos para ampliar a infraestrutura dos serviços. A Anatel determinou um prazo máximo de 30 dias para que as operadoras entreguem planos de ação.
A falta de investimentos em infraestrutura para atender ao crescimento do uso das redes poderia levar a um “dano sistêmico” no setor de telecomunicações, conforme análises incluídas nos processos que determinaram o impedimento da venda de dispositivos que vazaram para a imprensa.